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sábado, 21 de janeiro de 2012

Onde comprar livros em português em Londres

No último sábado passei a tarde na livraria Foyles, em Charing Cross Road aqui em Londres. A Foyels entrou no Guiness Book of Records como a maior livraria do mundo em termos de espaço de prateleiras (50 km) e número de títulos disponíveis (mais de 200.000).



Recentemente a Foyles comprou a livraria Grant & Cutler e incorporou-a à sua loja de Charing Cross Road. Grant & Cutler foi estabelecida em 1936 e hoje é a maior vendedora de livros em língua estrangeira do Reino Unido.

Junto com o departamento de línguas estrangeiras que já existia na Foyles, ‘Grant & Cutler at Foyles’ agora oferece um centro de excelência para línguas, com mais de 25,000 títulos disponíveis em 150 idiomas diferentes, cobrindo praticamente todas as línguas vivas - e algumas mortas. A melhor seleção de material para ensino de inglês como língua estrangeira do Reino Unido também se encontra aí.  

O novo departamento está localizado no primeiro andar da loja de Charing Cross Road. A fusão dos dois departamentos só será finalizada no dia 25 de março, mas já se pode ter uma idéia da grandeza do resultado. No dia que visitei havia até uma cliente chorando de emoção pelo número de livros disponíveis!

Não cheguei a chorar, mas fiquei empolgadíssima com a variedade de material em língua portuguesa: cursos de português para crianças e adultos, literatura infantojuvenil, literatura brasileira clássica e contemporânea, filmes, guias de viagem e até jogos, como ‘Scrabble’.

O estoque da Grant & Cutler também está disponível numa loja virtual. O catálogo do material em português pode ser acessado em formato pdf aqui e interativo aqui. 

Para quem mora no Reino Unido recomendo muito uma visita à Foyles de Charing Cross Road e especialmente ao novo departamento de línguas estrangeiras no primeiro andar. Quem não mora por aqui pode buscar os livros através da loja virtual.

Boa leitura!

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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Conte-me e esquecerei. Mostre-me e lembrarei. Envolva-me e entenderei.

Há muito tempo as pessoas tentam entender como os seres humanos aprendem e consequentemente como as crianças devem ser educadas. A maioria dos sistemas educacionais hoje se baseia na suposição de que crianças nascem para ser “ensinadas”, e não para aprender.

Resultados de pesquisas recentes começam a esclarecer a distinção essencial entre “aprendizagem” e “ensinamento”. Com esta melhor compreensão (que começou a partir dos anos 80) de como as crianças aprendem, nota-se como sua curiosidade inata pode ser destruída por instituições educacionais insensíveis e pouco desafiadoras, e por falta de apoio emocional. Parece que em pleno século 21 ainda não conseguimos aceitar a sugestão de Einstein de que “a imaginação é mais importante do que o conhecimento”.

Por não entender a necessidade instintiva dos adolescentes de encontrar sua própria maneira de fazer as coisas, a sociedade ocidental está correndo o risco de criar um sistema educacional que vai tão contra a natureza do cérebro adolescente, que o ensino convencional acaba involuntariamente trivialisando os jovens que deveria apoiar. Se os sistemas educativos atuais não se guiarem por pesquisas na area biológica e nas ciências sociais, continuarão a tratar a adolescência como um problema, e não como a oportunidade que ela representa.

Tendo as idéias acima como base, a 21st Century Learning Initiative lançou uma série de animações curtas, narradas pelo ator britânico Damian Lewis.

A 21st Century Learning Initiative foi estabelecida em 1995 por um grupo de organizações e de homens de negócios ingleses e americanos para dar sentido a pesquisas sobre educação e considerar criticamente os processos de aprendizagem fragmentados em várias disciplinas diferentes atualmente em voga. Hoje a 21st Century Learning Initiative oferece programas de formação a organizações e grupos no Reino Unido e no Canadá.

Duas animações da serie “Born to learn” seguem abaixo. Matéria para reflexão ...












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terça-feira, 11 de outubro de 2011

A educação está acabando com a criatividade?

 
Sir Ken Robinson é um especialista em desenvolvimento da criatividade, educação e inovação reconhecido internacionalmente. Ele também é um importante palestrista. Sua fama se espalhou para fora do meio acadêmico depois de duas palestras dadas para a Conferência TED de 2006 e 2010. Os vídeos dessas apresentações já foram vistos por mais de 200 milhões de pessoas em 150 países.

Durante 12 anos Sir Ken Robinson foi professor de educação na Universidade de Warwick, aqui no Reino Unido, e hoje é professor emérito. Recebeu títulos honoris causa da Rhode Island School of Design, do Ringling College of Arts and Design, da Open University, da Birmingham City University e do Liverpool Institute for Performing Arts. Além de inúmeros prêmios e homenagens, em 2003 ele recebeu o título de cavaleiro da Rainha Elizabeth II por seus serviços para as artes.

Em suas palestrar Sir Ken Robinson fala sobre os desafios criativos que enfrentam os negócios e a educação na nova economia global. No seu famoso vídeo de 2006 ele defende de maneira muito divertida e profunda a criação de um sistema educacional que estimule (em vez de enfraquecer) a criatividade. O vídeo segue abaixo (versão com legenda em português aqui). Especialmente recomendado para pais de crianças com alguma dificuldade de aprendizagem ou transtornos como TDAH, mas excelente para fazer todos nós pensarmos sobre o que a educação formal está fazendo com a criatividade de nossos filhos.

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