segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Tecnologia em excesso retarda desenvolvimento da escrita




Pediatras britânicos advertiram recentemente que crianças estão entrando na escola sem força nas mãos e sem destreza para usar um lápis devido ao uso excessivo de tecnologia em detrimento de passatempos tradicionais. O uso excessivo de celulares e tablets de tela sensível ao toque para distrair crianças está impedindo que os músculos de seus dedos se desenvolvam suficientemente.

Segundo Sally Payne, terapeuta ocupacional da Fundação Heart of England NHS Trust, cada vez mais crianças entram na escola sem as habilidades de movimento que teriam tido há dez anos. Sally diz que para poder segurar um lápis e movê-lo é preciso um forte controle sobre os músculos finos dos dedos. Crianças precisam de muitas oportunidades para desenvolver essas habilidades. É mais fácil dar a uma criança um iPad do que incentivá-la a fazer atividades que desenvolvam os músculos, como brincar com blocos de montar, recortar e colar ou puxar brinquedos e cordas. Um menino de seis anos precisou de terapia ocupacional por seis meses para desenvolver a força em seu dedo indicador para segurar um lápis corretamente. 

Especialistas estão preocupados com o fato de cada vez mais crianças estarem desenvolvendo a escrita tardiamente devido ao uso excessivo de tecnologia. 

Então, menos telas e mais trabalhos manuais & brincadeiras tradicionais para os pequenos!


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Atividades para apoiar o ensino do Português como Língua de Herança




Ao longo dos anos a oferta de material de apoio ao ensino do Português como Língua de Herança tem crescido bastante. Quando minha filha era pequena tínhamos que improvisar, por exemplo fazendo colagens de textos em português em livros didáticos ingleses ou franceses, criando nossos próprios jogos, e assim por diante. Minha irmã, que era a professora da nossa escolinha, passava dias e noites adaptando e desenvolvendo material para ser usado nas aulinhas do final de semana.  Haja amor e dedicação!  Hoje encontramos material de excelente qualidade disponível de graça na internet, o que facilita muito o trabalho dos pais e professores. No entanto, pelo material estar disperso em inúmeros websites diferentes, muita gente tem dificuldade de encontrá-lo e de “separar o joio do trigo”. Por essa razão perguntei à professora de Português como Língua de Herança Rita de Albuquerque Dorneles (ex-Breacc, atualmente na Associação Raízes de Genebra) se gostaria de compilar uma lista de websites que pudesse servir de referência a pais e professores, para publicação aqui no blog. O texto gentilmente preparado por ela segue abaixo. 

Atividades para desenvolver o POLH

Por Rita de Albuquerque Dorneles

Uma das coisas que mais chamou minha atenção quando iniciei a minha caminhada no ensino de Português como Língua de Herança (POLH) foi a carência de materiais próprios para esta finalidade. Quando comecei nessa estrada, em 2012, logo notei que a maioria dos professores de POLH eram na verdade mães dispostas a ensinar a sua língua a seus filhos e que, mesmo sem nenhum tipo de formação na área pedagógica, doavam seu tempo, sua energia e sua intuição para tentar atingir o seu objetivo. Isso levou ao aparecimento de inúmeras iniciativas (ou escolinhas, como prefiro chamar), sempre juntando mães, boa-vontade, intuição e muita criatividade, para gerar atividades interessantes para a garotada.  

Mas nem todas as famílias têm uma iniciativa próxima de casa, ou tempo para levar seus filhos a uma escolinha. Nesses casos surge a necessidade de os pais desenvolverem sozinhos em casa atividades que efetivamente ajudem seus filhos a aprender e usar a língua portuguesa. 

Invariavelmente os pais correm para a internet em busca de websites que possam auxiliá-los nessa caça ao tesouro que é encontrar atividades para fazer com seus filhos. Mas é importante lembrar sempre que não existem milagres no bilinguismo ou plurilinguismo. O que existe é muita persistência, determinação e dedicação dos pais. Não há website no mundo que vá ensinar o seu filho a falar português apenas porque ele está ali jogando, pintando ou escrevendo. 

Também é importante entender que as atividades que encontramos na internet não são produzidas com o objetivo de ensinar português como uma língua de herança e servem apenas para desencadear diálogos entre pais e filhos em português, treinar vocabulário, etc. Esse material geralmente é desenvolvido para crianças que vivem no Brasil ou em outros países lusófonos, que utilizam a língua portuguesa no seu dia a dia - normalmente crianças monolíngues, que usam as atividades para praticar um determinado conceito gramatical ou apenas para se divertir mesmo. 

Para os pais que estão tentando apoiar o aprendizado de seus filhos em casa, segue abaixo uma lista de ótimos websites com atividades para crianças, bem como detalhes do conteúdo de cada um. 

http://sitio.globo.com/ - Website baseado na obra de Monteiro Lobato, além de contar com desenhos animados, possui também uma seção de jogos educativos (brincar).

http://turmadamonica.uol.com.br/ - Neste portal, baseado nos personagens de Maurício de Souza, você encontrará inúmeras formas de praticar o português com  seu filho. Lá você encontra HQ, tirinhas, detalhes sobre cada personagem, vídeos, jogos e muito mais. 

http://educajogos.com.br/jogos-educativos/ - Este website possui uma seleção de jogos pedagógicos que auxilia crianças de várias faixas etárias. Você encontrará jogos que envolvem conhecimento da língua portuguesa e outros que auxiliam na aprendizagem da língua. 

http://triboeduca.grou.ps/home - Comunidade virtual que tem como objetivo unir crianças e jovens do mundo todo para desenvolver atividades/projetos em língua portuguesa. Foi idealizado para auxiliar a propagação da nossa língua e desenvolver o intercâmbio entre crianças e jovens de todos os cantos do planeta. 

http://www.hubeditorial.com.br/leituras-graduadas-ple/ - Website com uma seleção de textos adaptados para compreensão de leitura e aumento de vocabulário. Os textos são materiais de apoio e leitura destinados a alunos e professores de português como língua estrangeira, como segunda língua e como língua de herança,. É possível utilizar a série desde o nível inicial de proficiência.

http://educarparacrescer.abril.com.br/mpb/ - Website dedicado a educação em geral com muitos recursos pedagógicos.

http://palavracantada.com.br/ - Website oficial do grupo Palavra Cantada com vídeos, brincadeiras e músicas. 

http://biabedran.com.br/ - Website com material educativo de muita qualidade. Bia Bedran é profissional de contação de histórias e histórias musicadas. O website contém videos, musicas, histórias e é direcionado principalmente a crianças pequenas. 

http://revistaescola.abril.com.br/vem-que-eu-te-conto/ - Contação de histórias pelo próprio autor. Website da revista Nova Escola.

http://www.smartkids.com.br/ - Website destinado a diversão da garotada. Muitos jogos, passatempos, vídeos e muito mais. Na seção “Especiais” você encontrará artigos sobre temas interessantes com linguagem didática e divertida. Ótimo lugar para pesquisas sobre qualquer área educativa. 

http://www.canalkids.com.br/portal/canal/index.htm - Portal destinado a crianças e jovens com muitos recursos. Vídeos, leituras, filmes e muito mais. Na seção ‘Cultura’ vocês encontrarão todos os tipos de assuntos em textos deliciosos, divertidos e pedagógicos. É um website para ser explorado com calma e por toda a família reunida. 

http://www.escolagames.com.br/ - Para a criançada que gosta de jogar. Jogos educativos em português.

http://www.pandajogosgratis.com/pt/mais_jogos/jogos_educativos/ - Portal de jogos educativos para crianças.

http://clientes.netvisao.pt/mcharrao/jogoseducativos/ - Website de jogos pedagógicos para várias idades. 

http://www.jogosgratisparacriancas.com/ - Jogos para bebês e crianças pequenas. 


Foco deve ser oralidade 

Além das atividades de apoio, o melhor que a família pode fazer em casa é usar a língua portuguesa como parte de sua rotina, criando assim fluência, repertório linguístico, intimidade com a língua. O foco em casa deve ser mesmo a oralidade em um primeiro momento. Longas conversas, brincadeiras, assistir filmes, ler histórias, gibis, fazer comida, tudo pode ser feito em português. Quanto mais íntimo da língua seu filho se sentir, mais fácil será para ele posteriormente fazer transferência de conhecimentos entre a língua local e o português.

É importante também que as crianças convivam com outras pessoas que falam português fora de seu núcleo familiar. Elas precisam entender que não são as únicas a usar aquela língua, que outras pessoas também falam como elas e que as entendem. Se as outras pessoas forem crianças, então, é perfeito! Esse é de fato um dos maiores benefícios das escolinhas espalhadas pelo mundo: as crianças têm a oportunidade de interagir com outras crianças, cantar, falar, fazer amigos em português. Eu sempre recomendo aos pais levar seus filhos para uma iniciativa, e garanto que o resultado final é sempre maravilhoso.

Boa sorte!




quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Livros, televisão, smartphones e o desenvolvimento da linguagem



Pesquisadores afirmam que ver televisão ou brincar com aplicativos de smartphones não tem nenhum efeito sobre o desenvolvimento da linguagem de crianças - desde que os pais passem tempo lendo para elas.

Um estudo publicado no Journal of Children and Media concluiu que quando pais ou cuidadores lêem para crianças pequenas a exposição das crianças a televisão ou dispositivos touchscreen não afeta o tamanho do seu vocabulário.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Salford e do Centro Internacional de Linguagem e Desenvolvimento Cognitivo da Universidade de Lancaster usou questionários on-line para obter dados de 131 pais de crianças entre 6 e 36 meses de idade. Os pais receberam uma série de perguntas sobre a quantidade de tempo que em um dia típico seus filhos passavam assistindo TV, usando dispositivos como telefones ou tablets inteligentes ou lendo histórias. Eles também foram convidados a completar o inventário de desenvolvimento comunicativo do Reino Unido (CDI) - uma lista detalhada de palavras de diferentes categorias que seus filhos podiam dizer e entender. Das famílias pesquisadas, 99% liam diariamente para as crianças, 82% assistiam a televisão e 49% usavam dispositivos móveis de tela sensível ao toque.

Os pesquisadores encontraram uma relação positiva entre a quantidade de tempo dedicada à leitura e o tamanho do vocabulário das crianças, mas não entre o tempo gasto assistindo televisão ou usando dispositivos móveis e o tamanho do vocabulário.

Segundo um dos pesquisadores, este estudo confirma que ler um livro para uma criança pequena é uma das maneiras mais importantes de apoiar a aprendizagem de línguas. Apesar da forma como nos comunicamos estar mudando com a nova mídia, ainda não há ferramenta melhor do que ler livros juntos para promover a comunicação infantil. 

Os resultados do estudo mostraram que o tamanho do vocabulário das crianças não foi afetado pelo tempo em frente aos dispositivos móveis porque os pais ainda passavam tempo lendo para elas. A amostra analisada era constituída por famílias altamente educadas e para pesquisar esta questão de forma mais ampla os pesquisadores dizem que precisam estudar um grupo muito maior de famílias.

Fonte: https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/17482798.2017.1365737

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

No Brasil, colônias de imigrantes preservam idiomas e tradições quase perdidos nos países de origem



Em novembro de 2010 publiquei o post “Bilinguismo – De volta ao futuro”, no qual descrevo a experiência bilíngue de meu pai, que cresceu numa colônia polonesa no Paraná, onde se falava apenas polonês. Os fundadores da colônia tinham saído da Europa no início do século passado e não tinham mais tido contato com seu país de origem. Consequentemente, ensinaram a seus descendentes nascidos no Brasil o polonês falado na Polônia no início do século 20. Quando visitou a Polôniamais de 70 anos depois da ida desses imigrantes para o Brasil, meu pai percebeu que falava um polonês antigo, cheio de palavras que tinham caído em desuso há muito tempo e não sabia que palavras usar em polonês pra se referir a certas coisas com as quais não tinha tido contato na infância, como por exemplo televisão, computador, etc. 

Os poloneses que interagiram com meu pai durante essa viagem acharam aquilo extraordinário, mas o caso dele não é único. No Brasil, muitas colônias de imigrantes, como aquela onde meu pai cresceu, preservam idiomas e tradições quase perdidos nos países de origem. Isso apesar da proibição de idiomas estrangeiros que prevaleceu no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, que acabou intimidando muitos dos falantes de outras línguas.

Agora, pesquisadores querem saber como esses idiomas e tradições ainda estão vivos quase dois séculos depois do início da imigração do século 19. 

Um artigo publicado nesse final de semana no jornal Folha de S. Paulo conta a história de uma colônia em Colombo, também no Paraná, onde algumas pessoas ainda falam o “vêneto”, dialeto da terra dos pais e avós que quase não existe mais nem na Itália. O artigo também menciona descendentes de alemães do oeste catarinense que usam “zepelin” como sinônimo de avião e “caminhong” para caminhão, algo que não existia na época da imigração. "É uma outra dinâmica: são pequenos municípios, a maioria de cunho rural, onde a mobilidade é muito pequena ... É praticamente aquela língua que chegou ao Brasil em 1824", diz Cristiane Horst, que estuda “hunsriqueano”, um dialeto germânico falado no Brasil. 

As colônias de imigrantes também preservam tradições que muitas vezes se perderam no país de origem. Por exemplo, o costume ucraniano da “pêssanka”, ovos decorados para comemorar a Páscoa, atualmente é mais forte no Brasil do que na Ucrânia. "Tudo foi proibido durante o regime soviético; quem mantinha era em segredo", diz Mirna Voloschen, da Sociedade Ucraniana do Brasil. Brasileiros que estiveram na Ucrânia depois que o país se tornou independente até ajudaram a revitalizar o costume do “pêssanka” lá.

Segundo o antropólogo Paulo Guérios, que estudou a imigração ucraniana no Paraná, os costumes e idiomas só permanecem se ainda fizerem sentido -- e é natural que se mesclem à cultura brasileira.


O artigo da Folha de S. Paulo pode ser acessado aqui



.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Comercial polonês se torna viral - e você vai entender muito bem o porquê

Allegro, o site de leilão online mais popular da Polônia, lançou um comercial emocionante para este Natal, que está fazendo sucesso mundo afora. 

O filme conta a história de um polonês idoso que compra online um livro chamado "Inglês Para Principiantes" e começa uma jornada para aprender a nova língua.

As cenas em que ele estuda e tenta melhorar seu inglês são divertidas mas intrigantes: por que ele está passando por tudo isso? Por que quer tanto aprender inglês? 


Assista o comercial e prepare o lenço.





domingo, 10 de abril de 2016

Leitura para crianças é tão eficiente na proteção à saúde quanto amamentação ou vacinação



Em 2014, a Fundação Itaú Social publicou o estudo “Impacto da leitura feita pelo adulto para a criança, na primeira infância, para o desenvolvimento do indivíduo”, baseado em artigos científicos publicados a partir dos anos 90, mostrando que a leitura para crianças na primeira infância (0 a 6 anos) tem um grande impacto no seu desenvolvimento integral, incluindo escores de inteligência, motivação acadêmica e anos de escolaridade, podendo repercutir até a idade adulta devido a um legado das linguagens simbólica e literária, que fazem com que a criança pense com mais complexidade. Os benefícios são duradouros, mas o hábito precisa ser instigado.

Entre as ações resultantes desse estudo, em 2015 a Fundação Itaú Social se juntou à Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e à Fundação Maria Cecília Souto Vidigal para lançar a campanha  “Receite um livro”, que incentiva médicos a recomendar a leitura a famílias com filhos pequenos.

Recomendação semelhante é feita nos Estados Unidos pela American Academy of Pediatrics.

Na apresentação da campanha em seu site, a SBP ressalta que os primeiros anos da vida de uma criança são fundamentais para seu desenvolvimento porque nesse período a formação de conexões cerebrais é mais propícia, e porque há evidências de que a arquitetura do cérebro é construída a partir das experiências vivenciadas. Daí a importância de propiciar cuidado, afeto e estímulos o mais cedo possível à criança, desde a gestação, para que ela possa desenvolver de forma plena habilidades como pensar, falar e aprender.

Segundo o Dr. Ricardo Halpern, presidente do Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP, “divulgar a leitura para crianças é uma medida técnica que pode ser aplicada com baixo custo e ser tão eficiente na proteção à saúde quanto uma campanha de amamentação ou vacinação”. Um estudo realizado por ele e colegas em 2004 constatou que entre os fatores de risco para o atraso no desenvolvimento de crianças de 12 a 24 meses, a falta de leitura de histórias é mais grave do que alguns fatores biológicos, como nascimento prematuro, problemas na gestação e no parto. Assim como “Impacto da leitura feita pelo adulto para a criança, na primeira infância, para o desenvolvimento do indivíduo”, o estudo do time do Dr. Ricardo também sugere que a existência de livros em casa e a transmissão verbal de histórias aparecem como itens preponderantes sobre o desenvolvimento cognitivo. 

Em suma, o estímulo propiciado pela leitura para crianças desde a gestação até os 6 anos é tão importante que se tornou uma recomendação médica no Brasil e no exterior.



.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Português como Língua de Herança: A filosofia do começo, meio e fim


No ano passado participei de um projeto editorial muito bacana organizado pela Brasil em Mente (BEM), instituição que já é referência nos estudos do português como língua de herança (PLH). Esse projeto resultou num livro escrito conjuntamente por 14 mulheres que se destacam como professoras, pesquisadoras e promotoras do PLH - Português como Língua de Herança: A filosofia do começo, meio e fim.  




O livro, que discute temas relacionados ao ensino, promoção e manutenção do PLH nas diversas fases do desenvolvimento da criança, foi organizado por Felícia Jennings-Winterle, fundadora da BEM, e Maria Célia Lima-Hernandes, que também escreveram alguns dos capítulos. As outras autoras são Andreia Moroni, Cássia Bittens, Carine de Oliveira Rocha, Karina Viana Ciocci-Sassi, Patricia Fincatti, Luciana Lessa Rodrigues, Ivian Destro Boruchoswki, Juliana Azevedo Gomes, Andréa Menescal Heath, Ana Lúcia Cury Lico e Gláucia V. Silva. 

Pelo fato de eu ter uma filha bilíngue já praticamente adulta, contribuí para a terceira parte do livro, “O fim”, que trata de adolescentes e adultos. A professora Ana Clotilde Thomé Williams, da Northwestern University, escreveu uma resenha sobre o livro e descreveu da seguinte forma o capítulo do qual sou autora, intitulado Chegando ao fim da jornada: bilinguismo, biculturalismo e identidade na adolescência:  

“O jovem e o adulto bilíngue têm um desafio muito grande: que importância dar a seu bilinguismo e biculturalismo? Os filhos de brasileiros que moram no exterior buscam uma identidade para se apoiar. E aqui reside mais uma vez o papel fundamental da família: a relação dos adolescentes com os pais é essencial para a identidade linguístico-cultural do filho. Nessa fase, o jovem fará suas escolhas e no fim das contas, pesará se o longo caminho de aprendizagem do PLH valeu a pena.  Ao contemplar os relatos do livro, as experiências e a proposta como um todo, os resultados certamente compensarão os sacrifícios da jornada.”

Os outros capítulos de Português como Língua de Herança: A filosofia do começo, meio e fim são:

O começo
  • Português como língua de herança: o começo de um movimento
  • O começo do começo: a promoção do vínculo afetivo e o desenvolvimento emocional e cognitivo pela língua de herança
  • O papel dos pais na transmissão de língua de herança: planejamento e prática
  • Língua de herança como integradora de identidades

O meio
  • Aprender a ouvir dentro da palavra: o meio pelo qual brasileirinhos lerão o mundo
  • A educação bilíngue nos EUA e os desafios para o ensino de português como língua de herança
  • Diretrizes e princípios norteadores para um currículo de língua de herança
  • A criatividade como meio para as aulas de PLH: o trabalho com brasileirinhos na região da Catalunha, Espanha
  • O portal mágico no ensino de PLH: o livro como meio
  • Família, escola e comunidade no processo de ensino-aprendizagem de PLH: do começo ao fim

O fim
  • O fim é apenas o começo: o ensino de português língua de herança para adolescentes e adultos
  • Chegando ao fim da jornada: bilinguismo, biculturalismo e identidade na adolescência 

As autoras participaram do projeto como voluntárias, não receberam qualquer remuneração pelo seu trabalho, e todo o lucro das vendas do livro reverterá em favor da BEM para ser aplicado em projetos de apoio ao PLH.

O livro pode ser comprado diretamente do site da BEM aqui ou da Amazon aqui.




.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A importância da ilustração na literatura infantil


A primeira impressão que uma criança tem de um livro é geralmente moldada pelas imagens contidas nele. Livros infantis ilustrados combinam a literatura com a arte. Nesses livros as ilustrações são tão importantes no relato da história quanto o texto. Portanto, quando compartilhamos livros ilustrados com crianças, a fim de melhorar a sua experiência de leitura devemos dar tanta atenção às ilustrações quanto ao texto. 

Devemos envolver a criança na escolha do livro, de preferência oferecendo várias opções com ilustrações atraentes, que ela se interesse em explorar. Antes de começarmos a ler o livro propriamente, podemos passear pelas páginas, folheando-as, olhando as ilustrações e discutindo o que vemos. As ilustrações permitem à criança explorar sua imaginação e fazer conexões com os personagens e eventos que vê retratados no livro. Quando a criança consegue se conectar mais com personagens e eventos através das ilustrações, o livro se torna mais real para ela.

"A ilustração para a infância tem um papel fundamental na educação do olhar. Se as habituarmos a ver boas imagens, serão adultos com um olhar mais culto", diz Eduardo Filipe, um dos comissários da Ilustrarte, a Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, cuja 7ª edição decorre no Museu da Eletricidade, em Lisboa, até abril, e em razão da qual o jornal português Expresso falou com especialistas na matéria, para que explicassem a importância do livro ilustrado, “a primeira galeria de arte que uma criança vê”. O artigo da jornalista Alexandra Carita pode ser acessado aqui



.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Brasileiros residentes no exterior e/ou casados com estrangeiros: disputa de guarda e subtração de menores


Existe um número grande de brasileiros (e principalmente brasileiras) residentes no exterior que tem problemas de disputa pela guarda de filhos menores, especialmente no caso de brasileiros e brasileiras casados com estrangeiros. Ao longo dos anos conheci várias pessoas nessa situação, muitas das quais entraram em contato através do blog para pedir ajuda.



Em um desses casos a mãe, brasileira casada com um norueguês e residente na Noruega, separou-se do marido e, por ter perdido a guarda da filha na justiça norueguesa, decidiu fugir com a menina para o Brasil. O pai então obteve uma sentença judicial determinando que a menina deveria voltar para a Noruega, e essa sentença foi executada pela justiça brasileira, que retirou a menina da mãe no Brasil e a mandou de volta para o pai na Noruega. A mãe, então, desesperada, voltou para a Noruega para tentar recuperar a filha, mas ao entrar no país foi imediatamente presa pelo crime de sequestro internacional de menor. Uma situação muito triste, mas infelizmente comum para um grande número de brasileiras, que ainda por cima têm que passar por toda essa dificuldade longe da família e dos amigos, muitas vezes depois de ter suportado violência doméstica por parte do parceiro estrangeiro. Essas mulheres geralmente têm pouco conhecimento da cultura e das leis locais, não falam fluentemente a língua e têm uma situação financeira precária, o que leva o juiz a dar a guarda ao parceiro na maioria das vezes e, em alguns casos mais graves, a adoção por outros casais. Mesmo quando tem a guarda exclusiva ou compartilhada, muitas vezes a mãe ou o pai brasileiro não recebe autorização judicial para retornar ao Brasil com o menor em caráter definitivo, o que obriga essa mãe ou pai brasileiro a continuar residindo no exterior mesmo contra sua vontade, na maioria das vezes com grandes dificuldades, quando poderia ter e oferecer ao filho uma vida muito melhor no Brasil. 

Em 2015 os países com mais casos sem solução envolvendo brasileiros foram Estados Unidos (63), Portugal (52), Itália (44), Espanha (36) e França (23). 

Para tentar ajudar os brasileiros que se encontram nesse tipo de situação, o Ministério das Relações Exteriores lançou uma campanha de esclarecimento a respeito de disputa de guarda e subtração (sequestro) internacional de menores brasileiros, baseada em uma cartilha informativa, com versões adaptadas por alguns postos consulares brasileiros de modo a incluir informações essenciais sobre a legislação de cada país aplicável a menores de idade que se encontrem na referida jurisdição.

A cartilha explica de forma resumida a legislação e práticas que regem, no Brasil e no exterior, a disputa de guarda de menores brasileiros em caso de separação/divórcio de seus pais (brasileiros residentes no exterior e/ou casados com estrangeiros) e a retirada da guarda dos genitores brasileiros residentes no exterior por parte de autoridades estrangeiras. Explica também a questão da subtração internacional de menores e os mecanismos existentes para o encaminhamento dos casos, bem como os critérios para a devolução de menores por um país para outro, inclusive os casos em que os pais são forçados pelas próprias autoridades brasileiras a entregar seus filhos para que retornem ao país de onde foram subtraídos, como no caso da brasileira mencionada acima.  

A cartilha também trata de violência doméstica, frequentemente a causa do rompimento entre os casais e origem das disputas litigiosas pela guarda dos filhos.

Segundo o Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores, a cartilha “tem o objetivo de fornecer o máximo de informações aos pais e mães brasileiros, de modo a que estejam cientes da legislação dos países onde residem e  do apoio que poderão esperar dos órgãos brasileiros competentes, seja no Brasil ou no exterior. Espera-se que tal campanha de esclarecimento ajude muitos brasileiros a tomarem as decisões mais adequadas aos seus casos específicos, evitando consequências traumáticas no futuro”.

A cartilha pode ser acessada aqui


.

quinta-feira, 19 de março de 2015

A importância da linguagem nos primeiros anos de vida


Quanto mais os pais conversam com seus filhos, mais rápido o vocabulário das crianças cresce e mais a sua inteligência se desenvolve. 





Apesar disso parecer óbvio e ululante, foi apenas em 1995 que a importância de conversar com bebês foi demonstrada cientificamente, quando Betty Hart e Todd Risley, da Universidade de Kansas, publicaram uma pesquisa demonstrando uma estreita relação entre o número de palavras que os pais de uma criança falam para ela antes dos três anos de idade e seu sucesso acadêmico aos nove anos. O estudo "The Early Catastrophe: The 30 Million Word Gap by Age 3"  mostrou que, aos três anos, crianças nascidas em famílias de nível educacional mais alto ouvem 30 milhões de palavras a mais do que aquelas nascidas em famílias mais pobres.  As políticas que promovem a entrada de crianças na "pré-escola" aos quatro anos de idade não compensam a possível falta de educação em casa desde o nascimento até os três anos. 

Mais recentemente, Anne Fernald, da Universidade de Stanford, constatou que a disparidade aparece bem antes de a criança completar três anos. De acordo com a pesquisadora, aos 18 meses, quando a maioria das crianças só fala uma dúzia de palavras, as crianças de famílias desfavorecidas já estão vários meses atrás das mais favorecidas. Na verdade, Anne Fernald acha que a diferenciação começa no nascimento. Aos dois anos, observou-se uma disparidade de seis meses nas habilidades de processamento de linguagem e vocabulário dos dois grupos. 

A pesquisa de Stanford também deixa claro que são as palavras ditas diretamente para uma criança que constroem seu vocabulário. Colocar os filhos na frente da televisão não tem o mesmo efeito. Também não ajuda deixá-los expostos às conversas dos adultos. As palavras precisam ser ditas diretamente para a criança.

Os efeitos podem ser vistos no cérebro. Os bebês nascem com cerca de 100 bilhões de neurônios e as conexões entre eles se formam num ritmo exponencialmente crescente nos primeiros anos de vida. É o padrão dessas conexões que determina o quão bem funciona o cérebro, e o que ele aprende. Aos três anos, haverá cerca de 1.000 trilhões de conexões no cérebro, e são as experiências da criança que vão determinar quais conexões serão fortalecidas e quais serão podadas. Esse processo, gradual e mais ou menos irreversível, molda a trajetória de vida da criança.

O que os pais devem fazer na prática para garantir que seus filhos tenham essa vantagem na sua habilidade de processamento de linguagem e vocabulário? Como já recomendamos inúmeras vezes nestas páginas, os pais devem falar - muito - com seus filhos desde o nascimento (seja lá em que língua for). Eles devem falar diretamente para seus filhos. Eles devem também tentar usar um vocabulário bem variado. 

No post ‘Como falar com seu bebê e estimular o desenvolvimento da linguagem’ você vai encontrar ótimas dicas. Mãos à obra!


Copyright © Claudia Storvik, 2010. All rights reserved. 



.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

As línguas globais



Numa conceituada escola particular inglesa onde temos alguns conhecidos, aulas de mandarim têm mais demanda que aulas de francês ou espanhol.  Famílias afluentes de Nova York chegam a contratar babás chinesas para cuidar de seus bebês e ensinar-lhes a falar mandarim. 

Apesar da "moda", eu sempre tive uma certa reserva acerca de pais que querem que seus filhos aprendam chinês (mandarim) como língua estrangeira. Além do fato de que, a menos que você more na China, a probabilidade de se encontrar em uma situação em que necessite falar chinês ser quase nula, minha principal objeção ao ensino do mandarim como segunda língua para crianças é a complexidade da língua, o que cria dificuldade no aprendizado, principalmente da forma escrita, com mais de 6 mil caracteres a serem memorizados e decifrados. Isso tudo geralmente num contexto em que a criança não tem nenhuma afinidade cultural com a China. Provavelmente os pais mencionados acima avaliam a influência potencial do mandarim na cultura global considerando o número de pessoas que falam essa língua e seu desenvolvimento econômico.  No entanto,  um estudo recente demonstra que esses motivos também podem ser equivocados. 

Os resultados de uma pesquisa super interessante, publicados na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, indicam que, muito mais do que demografia ou riqueza (que obviamente tem um grau de contribuição), a influência global de uma língua se mede principalmente pela sua capacidade de estabelecer pontes entre pessoas que falam outras línguas, associadas a culturas por vezes muito diversas e afastadas do ponto de vista geográfico. Essas pontes se tornam possíveis através do multilinguismo.

“O chinês (ou mandarim para ser mais preciso), apesar de ter um grande número de falantes, é uma língua relativamente periférica, ou seja é uma língua que está isolada sobre si mesma e não interage com as restantes”, explicou o português Bruno Gonçalves, co-autor do estudo. “Ou seja, o chinês é útil na China, mas está longe de ser uma língua falada frequentemente noutros países ou regiões. Isto deve-se tanto à sua complexidade (que dificulta a aprendizagem) quanto ao tamanho da China (que facilita o isolamento cultural, visto poderem ser auto-suficientes).”

Para determinar as ligações existentes entre as línguas e avaliar a sua força, os cientistas construíram três mapas diferentes a partir de três grandes massas de dados, respectivamente provenientes do Twitter, da Wikipédia e de traduções literárias (os diversos mapas estão acessíveis no site do projeto).

A pesquisa concluiu que atualmente o inglês está no topo da influência global. Além de ter cerca de 1.5 bilhão de falantes (incluindo falantes como segunda língua) com um elevado rendimento per capita, a pesquisa também confirma que a língua inglesa é a mais capaz de ligar outras línguas entre si, o que todos já sabíamos.

Depois do inglês, as línguas mais centrais a nível global são o francês, o alemão, o espanhol, o italiano e o russo (nessa ordem, com os três últimos no mesmo patamar). O português aparece no grupo seguinte.

“O português é uma língua intermédia”, explica Bruno Gonçalves. “Porque, apesar de estar difundida pelo mundo e ter ligações a línguas mais distantes, tanto geográfica como linguisticamente, não tem a importância global de uma língua como o inglês tem atualmente ou como o francês teve em décadas passadas. Para mim, o resultado mais surpreendente em relação ao português foi a sua ligação à língua malaia e ao finlandês, que são visíveis na redes derivadas do Twitter e da Wikipédia”.

Quanto ao chinês e o árabe, apesar de serem mais falados do que línguas como português, francês, alemão e italiano, ambos surgem nos resultados como mais periféricos e menos centrais que línguas medianamente periféricas, como o português.  Em particular, no mapa derivado do Twitter, o português e o espanhol são as línguas indo-europeias mais centrais depois do inglês – enquanto as línguas "sino-tibetanas", como o chinês, se tornam praticamente irrelevantes.

“O que estes resultados demonstram é que a cultura e a língua estão intrinsecamente ligadas e que promover uma é promover a outra”, frisa Bruno, e que a melhor forma de preservar o português é “através de medidas que aumentem o número de estrangeiros que falam a nossa língua (promoção de aulas de português para estrangeiros, etc.) ou que difundam a cultura portuguesa, como a tradução de livros de autores nacionais para outras línguas”.

Segundo Bruno, a língua franca do futuro será provavelmente uma mistura de línguas. “O inglês manterá o seu domínio, mas acho que não corremos o risco de ter uma única língua global que elimine as outras.”

No vídeo abaixo, o pesquisador Cesar Hidalgo explica detalhes do estudo. Realmente fascinante. 








O artigo “
Links that speak: The global language network and its association with global fame” publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences pode ser acessado aqui


Copyright © Claudia Storvik, 2014. All rights reserved.

.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A Parents' and Teachers' Guide to Bilingualism, de Colin Baker - Quarta Edição





Colin Baker é professor da Universidade de Bangor, Reino Unido, e membro da Sociedade Britânica de Psicologia. Ele tem três filhos bilíngues e frequentemente dá palestras para pais e professores sobre bilinguismo. Ele é autor de mais de 50 artigos e 14 livros sobre bilinguismo e educação bilíngue, inclusive o clássico “A Parents' and Teachers' Guide to Bilingualism”, que agora tem lançada a sua quarta edição.

Escrito em um estilo muito fácil, o livro é uma introdução prática ao bilinguismo para pais e professores. Respostas diretas e realistas são dadas a um conjunto de perguntas frequentes sobre bilinguismo e educação bilíngue. As áreas abrangidas incluem família, língua, cultura, identidade, leitura, escrita e educação. A quarta edição contém informações sobre o bilinguismo na era digital e incorpora as últimas pesquisas em áreas como experiência neonatal, trilinguismo, multilinguismo, mistura de línguas, o papel das mães, adoção, efeitos do bilinguismo sobre a personalidade, gagueira, homeschooling, escolha da língua quando o pai/mãe é bilíngue e a influência dos irmãos, amigos e comunidade sobre o desenvolvimento bilíngue. O texto responde à maioria das perguntas mais comuns sobre bilinguismo e dissipa muitos dos mitos.

A quarta edição do livro de Colin Baker é muito útil para famílias com mais de um idioma e deveria ser leitura obrigatória para professores que têm crianças bilíngues em suas salas de aula. 

O livro pode ser comprado através do site da editora Multilingual Matters.  




.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Dia Mundial do Português como Língua de Herança



Várias organizações que promovem o português como língua de herança (PLH) ao redor do mundo estão organizando a celebração, pela primeira vez, do Dia Mundial do Português como Língua de Herança, em 16 de maio de 2014.

O objetivo é celebrar iniciativas diversas e disseminar conceitos e práticas para profissionais que trabalham com o PLH. A comemoração deve também aproximar as comunidades lusofônicas, pesquisas acadêmicas e estudos práticos da realidade do ensino do PLH ao redor do mundo.

Os organizadores estão em busca de parceiros que queiram mostrar seu apoio a este evento. Se você quiser ser um deles, entre em contato com info@brasilemmente.org. 

Para mais informações acesse www.brasilemmente.org.





.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Origens da língua portuguesa



Hoje assisti um vídeo interessante sobre as origens da língua portuguesa. Apesar da produção fraca e do final um tanto abrupto, o conteúdo é bem informativo. 

Acho que vale a pena para quem tem interesse no assunto, portanto o vídeo segue abaixo.







.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

BraZil com S - A Língua Portuguesa no Exterior

A Brasil em Mente (BEM), fundada em 2009 por Felícia Jennings-Winterle, é uma organização cultural que promove a língua portuguesa e a cultura brasileira entre as famílias multiculturais residentes nos Estados Unidos e as que estão em processo de mudança para o Brasil.  O foco do trabalho da BEM é o desenvolvimento e a manutenção da língua portuguesa entre crianças, incentivando o bilinguismo, especialmente aquele que envolve o português como língua de herança.

A BEM produziu o documentário abaixo, “BraZil com S - A Língua Portuguesa no Exterior”, que tem participação de Bela Gil, Carlos Saldanha, Lucas Mendes, Luiz Ribeiro, embaixador Luis Felipe de Seixas Corrêa, Vinicius Dônola, Roberta Salomone, Edison De Michelli, Maria Olinda De Michelli, Francesca Damato, Ana Maria Machado e a dupla Sandra Peres e Paulo Tatit, do grupo Palavra Cantada, que dão depoimentos sobre o assunto, inclusive com experiências pessoais.

Emocionante.





.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A importância da herança cultural no aprendizado de uma língua



Se você quer que seus filhos aprendam a falar português, faça-os imergir em sua cultura. A linguagem está profundamente enraizada na cultura. Se seus filhos são incapazes de compreender de onde vêm, eles nunca serão capazes de falar sua língua de herança corretamente. A linguagem é muito mais do que meras palavras, ela é uma forma de expressar sentimentos e crenças. Se músicas e comidas típicas brasileiras, sua voz alta e seu calor humano são estranhos para seus filhos, eles nunca vão se sentir realmente à vontade falando português. Deixe-os explorar sua cultura sempre que houver uma oportunidade.

O parágrafo acima é uma adaptação da conclusão de um artigo sobre a influência da herança cultural no aprendizado de línguas, escrito por Karina Torres. O artigo de Karina pode ser lido na íntegra aqui



.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...